Outro expoente do pós-guerra, Christian Dior também acreditava que a moda necessitava de mudanças, e soube captar com maestria as necessidades das mulheres daquele tempo. Mas antes de se tornar um dos nomes mais conhecidos do mundo da moda, Dior abriu, com o dinheiro de seu pai, uma galeria de arte, a Galerie Jacques Bonjean, que logo se tornou um dos locais mais bem freqüentados da cena francesa. Tempos depois teve de fechar a galeria e servir o exército. Ao retornar, trabalhou junto com Pierre Balmain para Lucien Lelong, e em 1946 abriu sua primeira fashion house, tendo por trás o gigante da indústria de algodão, Marcel Boussac. Para cuidar da parte administrativa, Jacques Rouët fora escalado. Seu primeiro show ocorreu um ano mais tarde, foi ali que surgiu o New Look e a expressão “flower women”, os quais se baseavam nos remanescentes da Belle Epoque. Em pouco tempo, Rouët tornou a Dior em um grande negócio. Tanto foi que Pierre Cardin e Yves Saint-Laurent tiveram seus brilhantes momentos dentro da marca. Após a morte de Christian Dior, Saint-Laurent assumiu a direção criativa, causando um enorme frisson ao exibir a primeira coleção pós-morte. Entretanto, sua passagem pela marca teve de ser interrompida para servir o exército, sendo assim, um novo nome surgiu: Marc Bohan. Em 1996, Bohan fora destituído do cargo pela nova dona da marca, a LVMH, que apontou John Galliano como novo estilista, o que culminou em desfiles dramáticos, extravagantes e elegantes. Infelizmente, após se ver envolvido no centro de um escândalo antissemita (o estilista-chefe alegou amar Hitler ao sair de um Café, o que caiu logo na internet, causando mal-estar principalmente na garota-propaganda do perfume Miss Dior Cherrie, Natalie Portman, que é de origem judaíca) foi demitido pela Dior. Quem assumiu seu posto foi o designer e braço direito de Galliano, Bill Gayte, com o auxílio de Suzanne Venegas. O resultado, que gerou controvérsias entre os críticos de moda, todos puderam conferir no último desfile de haute couture (outono-inverno 11-12). Com certeza há traços da essência de Galliano, mas não a sua naturalidade em trazer o exêntrico e exagerado à passarela.